O Dr. Alberto João Jardim sem se ter pronunciado se é candidata ou não, tem sido, nas últimas semanas, atacado com calúnias destinadas a lançar descrédito junto da opinião pública continental. É a oposição a reconhecer que a candidatura do Dr. Alberto João Jardim vai muito além do cargo de líder do PSD-nacional o que faz criar reacções de desconforto no PS como nos outros partidos
Sabe-se, sem reticências, que uma candidatura do Dr. Alberto João Jardim à presidência do PSD-nacional corre sempre o risco de sair vitoriosa. As manifestações são mais que muitas para se crer em tal desfecho.
Nem as sondagens fazem dissipar a vontade dos sociais-democratas com direito a voto no congresso, o espírito interno não é influenciável, como não são perturbadores os golpes de maldade, os atropelos, as calúnias e mentiras contra o Governo Regional. Em verdade, ao presidente do PSD-nacional são exigidos pontos de referência para que se façam sérias reflexões.
O Dr. Alberto João Jardim tem uma vida política vitoriosa, foi um dos mais tenazes lutadores pela democracia nos tempos caóticos logo a seguir a Abril 74, enfrentou e combateu o assalto do comunismo ao poder, apôs-se com veemência aos excessos desregrados do socialismo que iam levando Portugal para a bancarrota e deu ao PSD o maior número de vitórias eleitorais consecutivas que o partido regista em toda a sua história.
Por tudo isto, a carga política negativa dos comunistas e dos socialistas sobre o Dr. Alberto João Jardim assume um cariz de ódio! Há que combater quem nos combateu. Os comunistas e os socialistas têm-se sido cilindrados na Madeira, única região do país onde nunca assumiram o poder. Os comunistas estiveram no poder nos primeiros governos a seguir à mudança de regime (quem não se recorda das nacionalizações arbitrárias feitas a mando do primeiro-ministro comunista Vasco Gonçalves).
Na Madeira tanto o PS como o PCP nunca passaram de partidos claramente minoritários. Não admira, portanto, que no Continente PS e PCP tudo façam para denegrir a imagem do Dr. Alberto João Jardim, com recurso a todos os meios para que não surja na liderança do PSD-nacional.
O que também sabemos, como sabem todos os portugueses, é que ser presidente do PSD é ser candidato-ganhador de eleições. Não conseguindo tal desiderato está condenado a ser um líder sem estofo para ocupar o cargo. Não cabe no PSD um presidente de romantismo político, presunçoso ou pertencendo a uma casta dos que sabem tudo no seu circulo fechado.
O PSD é, desde a primeira hora, um partido de governo que governa, mobilizador e dinamizador, aberto à sociedade, que tem o aval de milhões de portugueses. Quando estamos a eleger o presidente do PSD estamos a votar no próximo chefe de governo. Não há outra leitura admissível.
Repare-se que toda a oposição parece aceitar de bom agrado as candidaturas já a anunciadas à presidência do PSD-nacional e não tem havido, até agora, reparos críticos de relevância. Pelo contrário, o Dr. Alberto João Jardim sem se ter pronunciado se se candidata ou não, tem sido, nas últimas semanas, atacado com calúnias destinadas a lançar descrédito junto da opinião pública continental. É a oposição a reconhecer que a candidatura do Dr. Alberto João Jardim vai muito além do cargo de líder do PSD-nacional o que faz criar reacções de desconforto no PS como nos outros partidos.
Os “velhos do Restelo” estão bem instalados nas poltronas da política que se faz no Continente. Não querem sair do pedestal. Estão-se nas tintas para um Portugal que continua a ser um país adiado. Dizem que a culpa é dos governos estruturalmente frágeis para sustentarem e enfrentarem os desafios que sopram de todos os quadrantes nacionais e internacionais. Mas não querem que haja mudança de fundo.
Dizem que os governantes são politicamente instáveis e sem capacidade para encontrarem soluções que venham resolver os problemas que há muito entravam o desenvolvimento do país, com promessas que não cumprem, implementando-se estratégias que resultam em fracassos que em muito penalizam os cidadãos. A estabilidade política e governamental é coisa que não vimos em Portugal desde a mudança de regime. Ao contrário do que existe na Madeira.
Claro que, uma eventual saída do Dr. Alberto João Jardim para o Continente será sempre uma “perda” parcial para a Madeira. Se no Continente tem as bases a seu lado, principal suporte que dão as vitórias eleitorais e não os tais barões cujos votos não dão para eleger uma autarquia local, na Madeira tem os madeirenses a seu lado, conforme comprovam as vitórias esmagadoras em todas as eleições. Há todas as razões para o compasso de espera, maduramente.
09.05.2008
terça-feira, 13 de maio de 2008
segunda-feira, 12 de maio de 2008
Candidato ganhador
O Dr. Alberto João Jardim sem se ter pronunciado se é candidata ou não, tem sido, nas últimas semanas, atacado com calúnias destinadas a lançar descrédito junto da opinião pública continental. É a oposição a reconhecer que a candidatura do Dr. Alberto João Jardim vai muito além do cargo de líder do PSD-nacional o que faz criar reacções de desconforto no PS como nos outros partidos
Sabe-se, sem reticências, que uma candidatura do Dr. Alberto João Jardim à presidência do PSD-nacional corre sempre o risco de sair vitoriosa. As manifestações são mais que muitas para se crer em tal desfecho.
Nem as sondagens fazem dissipar a vontade dos sociais-democratas com direito a voto no congresso, o espírito interno não é influenciável, como não são perturbadores os golpes de maldade, os atropelos, as calúnias e mentiras contra o Governo Regional. Em verdade, ao presidente do PSD-nacional são exigidos pontos de referência para que se façam sérias reflexões.
O Dr. Alberto João Jardim tem uma vida política vitoriosa, foi um dos mais tenazes lutadores pela democracia nos tempos caóticos logo a seguir a Abril 74, enfrentou e combateu o assalto do comunismo ao poder, apôs-se com veemência aos excessos desregrados do socialismo que iam levando Portugal para a bancarrota e deu ao PSD o maior número de vitórias eleitorais consecutivas que o partido regista em toda a sua história.
Por tudo isto, a carga política negativa dos comunistas e dos socialistas sobre o Dr. Alberto João Jardim assume um cariz de ódio! Há que combater quem nos combateu. Os comunistas e os socialistas têm-se sido cilindrados na Madeira, única região do país onde nunca assumiram o poder. Os comunistas estiveram no poder nos primeiros governos a seguir à mudança de regime (quem não se recorda das nacionalizações arbitrárias feitas a mando do primeiro-ministro comunista Vasco Gonçalves).
Na Madeira tanto o PS como o PCP nunca passaram de partidos claramente minoritários. Não admira, portanto, que no Continente PS e PCP tudo façam para denegrir a imagem do Dr. Alberto João Jardim, com recurso a todos os meios para que não surja na liderança do PSD-nacional.
O que também sabemos, como sabem todos os portugueses, é que ser presidente do PSD é ser candidato-ganhador de eleições. Não conseguindo tal desiderato está condenado a ser um líder sem estofo para ocupar o cargo. Não cabe no PSD um presidente de romantismo político, presunçoso ou pertencendo a uma casta dos que sabem tudo no seu circulo fechado.
O PSD é, desde a primeira hora, um partido de governo que governa, mobilizador e dinamizador, aberto à sociedade, que tem o aval de milhões de portugueses. Quando estamos a eleger o presidente do PSD estamos a votar no próximo chefe de governo. Não há outra leitura admissível.
Repare-se que toda a oposição parece aceitar de bom agrado as candidaturas já a anunciadas à presidência do PSD-nacional e não tem havido, até agora, reparos críticos de relevância. Pelo contrário, o Dr. Alberto João Jardim sem se ter pronunciado se se candidata ou não, tem sido, nas últimas semanas, atacado com calúnias destinadas a lançar descrédito junto da opinião pública continental. É a oposição a reconhecer que a candidatura do Dr. Alberto João Jardim vai muito além do cargo de líder do PSD-nacional o que faz criar reacções de desconforto no PS como nos outros partidos.
Os “velhos do Restelo” estão bem instalados nas poltronas da política que se faz no Continente. Não querem sair do pedestal. Estão-se nas tintas para um Portugal que continua a ser um país adiado. Dizem que a culpa é dos governos estruturalmente frágeis para sustentarem e enfrentarem os desafios que sopram de todos os quadrantes nacionais e internacionais. Mas não querem que haja mudança de fundo.
Dizem que os governantes são politicamente instáveis e sem capacidade para encontrarem soluções que venham resolver os problemas que há muito entravam o desenvolvimento do país, com promessas que não cumprem, implementando-se estratégias que resultam em fracassos que em muito penalizam os cidadãos. A estabilidade política e governamental é coisa que não vimos em Portugal desde a mudança de regime. Ao contrário do que existe na Madeira.
Claro que, uma eventual saída do Dr. Alberto João Jardim para o Continente será sempre uma “perda” parcial para a Madeira. Se no Continente tem as bases a seu lado, principal suporte que dão as vitórias eleitorais e não os tais barões cujos votos não dão para eleger uma autarquia local, na Madeira tem os madeirenses a seu lado, conforme comprovam as vitórias esmagadoras em todas as eleições. Há todas as razões para o compasso de espera, maduramente.
09.05.2008
Sabe-se, sem reticências, que uma candidatura do Dr. Alberto João Jardim à presidência do PSD-nacional corre sempre o risco de sair vitoriosa. As manifestações são mais que muitas para se crer em tal desfecho.
Nem as sondagens fazem dissipar a vontade dos sociais-democratas com direito a voto no congresso, o espírito interno não é influenciável, como não são perturbadores os golpes de maldade, os atropelos, as calúnias e mentiras contra o Governo Regional. Em verdade, ao presidente do PSD-nacional são exigidos pontos de referência para que se façam sérias reflexões.
O Dr. Alberto João Jardim tem uma vida política vitoriosa, foi um dos mais tenazes lutadores pela democracia nos tempos caóticos logo a seguir a Abril 74, enfrentou e combateu o assalto do comunismo ao poder, apôs-se com veemência aos excessos desregrados do socialismo que iam levando Portugal para a bancarrota e deu ao PSD o maior número de vitórias eleitorais consecutivas que o partido regista em toda a sua história.
Por tudo isto, a carga política negativa dos comunistas e dos socialistas sobre o Dr. Alberto João Jardim assume um cariz de ódio! Há que combater quem nos combateu. Os comunistas e os socialistas têm-se sido cilindrados na Madeira, única região do país onde nunca assumiram o poder. Os comunistas estiveram no poder nos primeiros governos a seguir à mudança de regime (quem não se recorda das nacionalizações arbitrárias feitas a mando do primeiro-ministro comunista Vasco Gonçalves).
Na Madeira tanto o PS como o PCP nunca passaram de partidos claramente minoritários. Não admira, portanto, que no Continente PS e PCP tudo façam para denegrir a imagem do Dr. Alberto João Jardim, com recurso a todos os meios para que não surja na liderança do PSD-nacional.
O que também sabemos, como sabem todos os portugueses, é que ser presidente do PSD é ser candidato-ganhador de eleições. Não conseguindo tal desiderato está condenado a ser um líder sem estofo para ocupar o cargo. Não cabe no PSD um presidente de romantismo político, presunçoso ou pertencendo a uma casta dos que sabem tudo no seu circulo fechado.
O PSD é, desde a primeira hora, um partido de governo que governa, mobilizador e dinamizador, aberto à sociedade, que tem o aval de milhões de portugueses. Quando estamos a eleger o presidente do PSD estamos a votar no próximo chefe de governo. Não há outra leitura admissível.
Repare-se que toda a oposição parece aceitar de bom agrado as candidaturas já a anunciadas à presidência do PSD-nacional e não tem havido, até agora, reparos críticos de relevância. Pelo contrário, o Dr. Alberto João Jardim sem se ter pronunciado se se candidata ou não, tem sido, nas últimas semanas, atacado com calúnias destinadas a lançar descrédito junto da opinião pública continental. É a oposição a reconhecer que a candidatura do Dr. Alberto João Jardim vai muito além do cargo de líder do PSD-nacional o que faz criar reacções de desconforto no PS como nos outros partidos.
Os “velhos do Restelo” estão bem instalados nas poltronas da política que se faz no Continente. Não querem sair do pedestal. Estão-se nas tintas para um Portugal que continua a ser um país adiado. Dizem que a culpa é dos governos estruturalmente frágeis para sustentarem e enfrentarem os desafios que sopram de todos os quadrantes nacionais e internacionais. Mas não querem que haja mudança de fundo.
Dizem que os governantes são politicamente instáveis e sem capacidade para encontrarem soluções que venham resolver os problemas que há muito entravam o desenvolvimento do país, com promessas que não cumprem, implementando-se estratégias que resultam em fracassos que em muito penalizam os cidadãos. A estabilidade política e governamental é coisa que não vimos em Portugal desde a mudança de regime. Ao contrário do que existe na Madeira.
Claro que, uma eventual saída do Dr. Alberto João Jardim para o Continente será sempre uma “perda” parcial para a Madeira. Se no Continente tem as bases a seu lado, principal suporte que dão as vitórias eleitorais e não os tais barões cujos votos não dão para eleger uma autarquia local, na Madeira tem os madeirenses a seu lado, conforme comprovam as vitórias esmagadoras em todas as eleições. Há todas as razões para o compasso de espera, maduramente.
09.05.2008
Da Região ao País
Salta à vista que são os derrotados da política e os “intelectuais” mal sucedidos na sociedade portuguesa que passam a vida a contestar aquilo que de positivo a maioria constata com factos concretos. Portugal não tem, no Continente nem nos Açores, nesta fase, um político com a experiência que tem o Dr. Alberto João Jardim
O mais importante nesta altura é saber se o próximo líder do PSD terá carisma, idoneidade, seja pragmático, tenha qualidades de sacrifício e trabalho feito. Que seja capaz de ir para o terreno, falar com lealdade e mobilizar os portugueses. Não conhecemos tão de perto os que perfilam a candidatura à liderança do partido a nível nacional mas conhecemos bem a capacidade do Dr. Alberto João Jardim.
Temos para nós que o PSD nacional, para ganhar os próximos actos eleitorais, terá que ter uma mensagem vencedora. Traçar um rumo em direcção ao objectivo, por muitos escolhos que possam aparecer, nunca abdicando de seguir em frente. Os portugueses estão desiludidos com a política, com o governo socialista, mas também não lhes têm sido dadas alternativas consistentes.
Aos partidos da oposição não basta contestar. O poder não se alcança apenas pela crítica e denúncias dos erros de quem governa, os eleitores querem saber quem estará em condições de melhor governar o país e que programa apresenta. Não há continental que, sem estar acorrentado aos partidos políticos ou tenha antipatias pessoais, faça críticas negativas à obra do PSD no governo madeirense. Nem é preciso recorrer aos elogios ao progresso da Madeira feitos pelos dois mais altos magistrados da nação, Dr. Jaime Gama e Prof. Cavaco Silva, presidentes da Assembleia da República e Chefe de Estado, respectivamente.
A Madeira tem sido várias vezes citada, inclusive pelos detractores da governação regional, como um dos melhores exemplos de desenvolvimento de uma região. Sem minas de ouro ou prata, sem subsolo petrolífero ou outras riquezas naturais, a Madeira é das regiões com um dos melhores rácios de crescimento sócio-económico. Nem os cortes financeiros do Orçamento de Estado nem a descida dos montantes da União Europeia têm impedido que as obras constantes no programa do Governo Regional estejam a avançar. Isto vem demonstrar que não são apenas com milhões que se fazem grandes obras. A gestão por objectivos desenvolve-se de acordo com as prioridades e correcções que vão sendo feitas mas nunca paralisam.
Não há dúvida que muitas foram as obras feitas na Madeira e no Porto Santo antes que as verbas estivessem a cem por cento disponibilizadas. Mas fez-se e pouparam-se milhões. Se o Governo Regional, nalgumas obras, ficasse à espera da autorização e garantia financeira do Governo central para iniciá-las, o custo seria muito superior. Um exemplo: Nos finais dos anos 70, as obras para ampliação do aeroporto da Madeira foram orçadas em cerca de 26 milhões de contos. O Governo central não considerou prioritário e foi adiando durante cerca de 20 anos. Quando o Governo da República decidiu avançar com as obras, o custo subiu em flecha para cerca de 110 milhões de contos.
Falam na dívida da região mas não falam da dívida do país. Falam do desenvolvimento da Madeira mas não falam do desenvolvimento do Continente. Quando entendem fazer contas vão buscar os cadernos contabilísticos da região, dos investimentos feitos, mas não divulgam os défices de obras nem sempre bem sucedidas noutras partes do país. Não falam que Portugal tem uma elevada dívida financeira ao estrangeiro. A riqueza produzida em Portugal é das mais reduzidas da Europa, os salários dos portugueses são dos mais baixos e as políticas de emprego, segurança social, educação/ensino, juventude e terceira idade, andam aos solavancos. O governo socialista prometeu 250 mil postos de trabalho e o que vimos é o desemprego a aumentar para cerca de meio milhão de trabalhadores. São milhares de empresas a fechar ano após ano. Faz-se o discurso da recuperação económica quando na prática os portugueses desesperam.
Salta à vista que são os derrotados da política e os “intelectuais” mal sucedidos na sociedade portuguesa que passam a vida a contestar aquilo que de positivo a maioria constata com factos concretos. Portugal não tem, no Continente nem nos Açores, nesta fase, um político com a experiência que tem o Dr. Alberto João Jardim. Porém, o projecto futuro par a Madeira passa pela sua continuidade à frente do Governo Regional. Os madeirenses querem-no.
Mais autonomia ou independência serão os madeirenses a decidir. Um Referendo ajudaria a clarificar. Não basta dizer que a Madeira tem uma cultura portuguesa (que cultura?), e que tem quase seis séculos de administração portuguesa. Quem diz que a Madeira não seria capaz de governar-se sem Portugal anda à margem do que se passa no mundo, dos novos países que estão a surgir em todos os continentes. Em que região da Europa vamos encontrar o principal palácio feito residência do representante da República? É aceitável?
Uma eventual ida do Dr. Alberto João Jardim para o Continente sem dúvida que a Madeira ficaria a perder e Portugal ficaria a ganhar! É um dar ao país da experiência e do sucesso político e governamental que teve na região. Quem pode apresentar um currículo idêntico?
25.04.2008
O mais importante nesta altura é saber se o próximo líder do PSD terá carisma, idoneidade, seja pragmático, tenha qualidades de sacrifício e trabalho feito. Que seja capaz de ir para o terreno, falar com lealdade e mobilizar os portugueses. Não conhecemos tão de perto os que perfilam a candidatura à liderança do partido a nível nacional mas conhecemos bem a capacidade do Dr. Alberto João Jardim.
Temos para nós que o PSD nacional, para ganhar os próximos actos eleitorais, terá que ter uma mensagem vencedora. Traçar um rumo em direcção ao objectivo, por muitos escolhos que possam aparecer, nunca abdicando de seguir em frente. Os portugueses estão desiludidos com a política, com o governo socialista, mas também não lhes têm sido dadas alternativas consistentes.
Aos partidos da oposição não basta contestar. O poder não se alcança apenas pela crítica e denúncias dos erros de quem governa, os eleitores querem saber quem estará em condições de melhor governar o país e que programa apresenta. Não há continental que, sem estar acorrentado aos partidos políticos ou tenha antipatias pessoais, faça críticas negativas à obra do PSD no governo madeirense. Nem é preciso recorrer aos elogios ao progresso da Madeira feitos pelos dois mais altos magistrados da nação, Dr. Jaime Gama e Prof. Cavaco Silva, presidentes da Assembleia da República e Chefe de Estado, respectivamente.
A Madeira tem sido várias vezes citada, inclusive pelos detractores da governação regional, como um dos melhores exemplos de desenvolvimento de uma região. Sem minas de ouro ou prata, sem subsolo petrolífero ou outras riquezas naturais, a Madeira é das regiões com um dos melhores rácios de crescimento sócio-económico. Nem os cortes financeiros do Orçamento de Estado nem a descida dos montantes da União Europeia têm impedido que as obras constantes no programa do Governo Regional estejam a avançar. Isto vem demonstrar que não são apenas com milhões que se fazem grandes obras. A gestão por objectivos desenvolve-se de acordo com as prioridades e correcções que vão sendo feitas mas nunca paralisam.
Não há dúvida que muitas foram as obras feitas na Madeira e no Porto Santo antes que as verbas estivessem a cem por cento disponibilizadas. Mas fez-se e pouparam-se milhões. Se o Governo Regional, nalgumas obras, ficasse à espera da autorização e garantia financeira do Governo central para iniciá-las, o custo seria muito superior. Um exemplo: Nos finais dos anos 70, as obras para ampliação do aeroporto da Madeira foram orçadas em cerca de 26 milhões de contos. O Governo central não considerou prioritário e foi adiando durante cerca de 20 anos. Quando o Governo da República decidiu avançar com as obras, o custo subiu em flecha para cerca de 110 milhões de contos.
Falam na dívida da região mas não falam da dívida do país. Falam do desenvolvimento da Madeira mas não falam do desenvolvimento do Continente. Quando entendem fazer contas vão buscar os cadernos contabilísticos da região, dos investimentos feitos, mas não divulgam os défices de obras nem sempre bem sucedidas noutras partes do país. Não falam que Portugal tem uma elevada dívida financeira ao estrangeiro. A riqueza produzida em Portugal é das mais reduzidas da Europa, os salários dos portugueses são dos mais baixos e as políticas de emprego, segurança social, educação/ensino, juventude e terceira idade, andam aos solavancos. O governo socialista prometeu 250 mil postos de trabalho e o que vimos é o desemprego a aumentar para cerca de meio milhão de trabalhadores. São milhares de empresas a fechar ano após ano. Faz-se o discurso da recuperação económica quando na prática os portugueses desesperam.
Salta à vista que são os derrotados da política e os “intelectuais” mal sucedidos na sociedade portuguesa que passam a vida a contestar aquilo que de positivo a maioria constata com factos concretos. Portugal não tem, no Continente nem nos Açores, nesta fase, um político com a experiência que tem o Dr. Alberto João Jardim. Porém, o projecto futuro par a Madeira passa pela sua continuidade à frente do Governo Regional. Os madeirenses querem-no.
Mais autonomia ou independência serão os madeirenses a decidir. Um Referendo ajudaria a clarificar. Não basta dizer que a Madeira tem uma cultura portuguesa (que cultura?), e que tem quase seis séculos de administração portuguesa. Quem diz que a Madeira não seria capaz de governar-se sem Portugal anda à margem do que se passa no mundo, dos novos países que estão a surgir em todos os continentes. Em que região da Europa vamos encontrar o principal palácio feito residência do representante da República? É aceitável?
Uma eventual ida do Dr. Alberto João Jardim para o Continente sem dúvida que a Madeira ficaria a perder e Portugal ficaria a ganhar! É um dar ao país da experiência e do sucesso político e governamental que teve na região. Quem pode apresentar um currículo idêntico?
25.04.2008
Se nos calássemos
Se nos calássemos poderíamos ser considerados politicamente correctos, povo educado por aceitarmos o que nos impõem, mas os resultados finais não seriam os mesmos e não passaríamos de um povo subjugado
Conforme se vê, os madeirenses sabem separar o trigo do joio, sabem ser hospitaleiros, e mostraram uma vez mais ao Chefe de Estado e ao País que o ser português na insularidade não é o mesmo que o ser português no território continental. A “guerra” entre as ilhas e o Continente prevalece desde os primeiros anos do povoamento e só quem aqui nasceu e aqui vive estará em condições de compreender a história dos factos.
Se nos calássemos poderíamos ser considerados politicamente correctos, povo educado por aceitarmos o que nos impõem, mas os resultados finais não seriam os mesmos e não passaríamos de um povo subjugado. As reivindicações que o Governo Regional faz junto do Governo da República são para bem da Madeira e consequentemente em prol de Portugal. Bom seria para Portugal que todas as regiões portuguesas tivessem conseguido atingir um nível de desenvolvimento como o que a Madeira alcançou. O país no seu todo recebeu apoios comunitários, todas as regiões beneficiaram dos fundos europeus, sendo injusto não considerar a Madeira como das regiões que melhor soube planificar e projectar o desenvolvimento em função das suas capacidades.
O Presidente da República sabe das dificuldades existentes, conhece os problemas da Madeira, como conhece as vicissitudes com que se debate Portugal no seu todo, mas não deixa de reconhecer que o desenvolvimento da Madeira teve e tem muito a ver com a perspicácia, visão e coragem do Governo Regional e do seu líder, Dr. Alberto João Jardim. O Prof. Cavaco Silva não se deixou levar pelas campanhas contra a Região por quem inchado de vaidade tudo fez (e continua a fazer) para denegrir a imagem da Madeira no exterior.
O Chefe de Estado, Aníbal Cavaco Silva, e o Presidente da Assembleia da República, Jaime Gama, acabam por ratificar o projecto político-governamental da Madeira moderna e desenvolvida, contrariando as posições insistentemente assumidas pelos partidos e políticos da Oposição.
São as mais altas figuras do Estado a darem parabéns pela obra feita e em curso, regozijando-se em nome de Portugal, deitando por terra as teses de todos aqueles que teimam em desconsiderar o que era o atraso do arquipélago e o que é a “Madeira Nova” no presente.
Para a grande maioria dos madeirenses e porto-santenses, bem como para muitos portugueses do Continente, dos Açores, das Comunidades, de muitos estrangeiros e de instituições nacionais e europeias, o salto quantitativo e qualitativo registado na sociedade madeirense tem sido claramente reconhecido.
As vitórias eleitorais do PSD, por percentagens esmagadoras, são globalmente esclarecedoras. Lamenta-se é que não haja nos partidos da Oposição quem seja capaz de analisar estes factos e tomá-los como referências para criar e apresentar projectos alternativos.
Se hoje houvesse eleições na Região, nesta data, bastava as opiniões das duas principais figuras do Estado para o PSD alcançar mais uma retumbante vitória. Os que teimam em manter “guerras” contra a Madeira são os mesmos que criticam o atraso de Portugal mas que não vão além do maldizer. São os anãozinhos da política, mas como escreveu Séneca: “um anão no cimo duma montanha, nem por isso é maior”.
Se nos calássemos, quando nos queriam impedir de ir em frente, não passaríamos de portugueses de segunda linha, como foram os madeirenses tratados durante mais de cinco séculos pelos governos da metrópole. Se nos calássemos quando os comunistas e os socialistas madeirenses queriam tomar o poder, a Região estaria muito provavelmente no patamar de um qualquer tipo de sociedade ao estilo Cubano ou a enfrentar as injustiças sociais e económicas de muitas regiões dos países do Leste que foram governadas sob a ideologia política do comunismo e do socialismo.
Se nos calássemos, a Região Autónoma da Madeira não seria hoje, a segunda região mais desenvolvida de Portugal e uma das regiões mais desenvolvidas da Europa.
18.04.2008
Conforme se vê, os madeirenses sabem separar o trigo do joio, sabem ser hospitaleiros, e mostraram uma vez mais ao Chefe de Estado e ao País que o ser português na insularidade não é o mesmo que o ser português no território continental. A “guerra” entre as ilhas e o Continente prevalece desde os primeiros anos do povoamento e só quem aqui nasceu e aqui vive estará em condições de compreender a história dos factos.
Se nos calássemos poderíamos ser considerados politicamente correctos, povo educado por aceitarmos o que nos impõem, mas os resultados finais não seriam os mesmos e não passaríamos de um povo subjugado. As reivindicações que o Governo Regional faz junto do Governo da República são para bem da Madeira e consequentemente em prol de Portugal. Bom seria para Portugal que todas as regiões portuguesas tivessem conseguido atingir um nível de desenvolvimento como o que a Madeira alcançou. O país no seu todo recebeu apoios comunitários, todas as regiões beneficiaram dos fundos europeus, sendo injusto não considerar a Madeira como das regiões que melhor soube planificar e projectar o desenvolvimento em função das suas capacidades.
O Presidente da República sabe das dificuldades existentes, conhece os problemas da Madeira, como conhece as vicissitudes com que se debate Portugal no seu todo, mas não deixa de reconhecer que o desenvolvimento da Madeira teve e tem muito a ver com a perspicácia, visão e coragem do Governo Regional e do seu líder, Dr. Alberto João Jardim. O Prof. Cavaco Silva não se deixou levar pelas campanhas contra a Região por quem inchado de vaidade tudo fez (e continua a fazer) para denegrir a imagem da Madeira no exterior.
O Chefe de Estado, Aníbal Cavaco Silva, e o Presidente da Assembleia da República, Jaime Gama, acabam por ratificar o projecto político-governamental da Madeira moderna e desenvolvida, contrariando as posições insistentemente assumidas pelos partidos e políticos da Oposição.
São as mais altas figuras do Estado a darem parabéns pela obra feita e em curso, regozijando-se em nome de Portugal, deitando por terra as teses de todos aqueles que teimam em desconsiderar o que era o atraso do arquipélago e o que é a “Madeira Nova” no presente.
Para a grande maioria dos madeirenses e porto-santenses, bem como para muitos portugueses do Continente, dos Açores, das Comunidades, de muitos estrangeiros e de instituições nacionais e europeias, o salto quantitativo e qualitativo registado na sociedade madeirense tem sido claramente reconhecido.
As vitórias eleitorais do PSD, por percentagens esmagadoras, são globalmente esclarecedoras. Lamenta-se é que não haja nos partidos da Oposição quem seja capaz de analisar estes factos e tomá-los como referências para criar e apresentar projectos alternativos.
Se hoje houvesse eleições na Região, nesta data, bastava as opiniões das duas principais figuras do Estado para o PSD alcançar mais uma retumbante vitória. Os que teimam em manter “guerras” contra a Madeira são os mesmos que criticam o atraso de Portugal mas que não vão além do maldizer. São os anãozinhos da política, mas como escreveu Séneca: “um anão no cimo duma montanha, nem por isso é maior”.
Se nos calássemos, quando nos queriam impedir de ir em frente, não passaríamos de portugueses de segunda linha, como foram os madeirenses tratados durante mais de cinco séculos pelos governos da metrópole. Se nos calássemos quando os comunistas e os socialistas madeirenses queriam tomar o poder, a Região estaria muito provavelmente no patamar de um qualquer tipo de sociedade ao estilo Cubano ou a enfrentar as injustiças sociais e económicas de muitas regiões dos países do Leste que foram governadas sob a ideologia política do comunismo e do socialismo.
Se nos calássemos, a Região Autónoma da Madeira não seria hoje, a segunda região mais desenvolvida de Portugal e uma das regiões mais desenvolvidas da Europa.
18.04.2008
quinta-feira, 10 de abril de 2008
A visita do Presidente
Os governos e os chefes de Estado têm ou não orgulho da Madeira do presente, com o notável progresso alcançado nos últimos 30 anos, ou não aceitam o desenvolvimento registado como um bem para o país no seu todo? É chegado o momento de encarar de frente a realidade, de colocar tudo sobre a mesa, pondo termo a um chorrilho de disparates que alguns governantes e políticos andam levianamente a dizer da praça pública.
O Prof. Aníbal Cavaco Silva vai estar na Região na próxima semana, naquela que é a sua primeira visita como Chefe de Estado. Já cá esteve algumas vezes, quer quando foi Primeiro-Ministro, quer como conferencista em eventos relacionados com a actividade económica-financeira. Ouvimo-lo tecer elogios à política de desenvolvimento seguida nesta Região Autónoma como também vimo-lo dançar o bailhinho da Madeira, como também o sentimos acorrentar legítimos anseios de toda uma população no que concerne ao alargamento das competências autonómicas. Sempre nos deixou a imagem de um homem pragmático, decidido, sensível às mudanças que ocorrem pelo mundo e atento aos ecos do Portugal humano.
As suas origens algarvias, mescladas e consolidadas de mar, turismo, pescas, agricultura, e com as vicissitudes de todas as regiões distantes da capital do país, terão tido especial influência na sua formação e terão sido decisivas para a carreira política e de governante que tem vindo a cimentar.
Sendo um homem frontal e inteligente gostaríamos de vê-lo abordar, sem tibiezas, matérias como: descolonização; globalização; descentralização; o atraso português na Europa comunitária; a justiça; o índice gritante de pobreza no país; a fundação de novos países em todo o mundo (que não apenas o Kosovo) e o que representa a Região Autónoma da Madeira para Portugal, nos tempos de hoje, em que, no quadrojurídico europeu não existem Estados Unitários.
Se aprovaria a realização de um Referendo sobre o futuro da Madeira, com votos apenas dos madeirenses naturais, residentes e nas comunidades. Em questão: Autonomia; Federação ou Independência? Sem medos.
Estamos no século XXI e é preciso que se acabe com os tabus da hipocrisia, do fingimento, da falsa propaganda continental contra os madeirenses. Urge pôr fim a campanhas politiqueiras que vão ao ponto de questionar o portuguesismo dos madeirenses, com insinuações graves como a de no Continente andarem a dizer que os madeirenses vivem à custa dos continentais.
O que é a Madeira para Portugal? O que representa a Madeira para Portugal? O Estatuto Político e Administrativo da Região, aprovado por unanimidade e aclamação na Assembleia da República é posto em causa e tornado inepto pelo Tribunal Constitucional, Órgão que mereceu, esta semana, os maiores elogios por parte do Presidente da República Não se pode viver na dúvida, no “parecer-ser”, corroendo a verdade dos factos. Os governos e os chefes de Estado têm ou não orgulho da Madeira do presente, com o notável progresso alcançado nos últimos 30 anos, ou não aceitam o desenvolvimento registado como um bem para o país no seu todo? É chegado o momento de encarar de frente a realidade, de colocar tudo sobre a mesa, pondo termo a um chorrilho de disparates que alguns governantes e políticos andam levianamente a dizer da praça pública.
O Prof. Aníbal Cavaco Silva sabe o que era a economia da Madeira antes de Abril de 1974, como funcionavam os poderes nesta Região e o atraso em relação ao Continente, e sabe como foi sendo conduzido o processo de desenvolvimento por parte do Governo Regional sob a liderança do Dr. Alberto João Jardim, tal como sabe hoje situar a Região no todo nacional e europeu. O arquipélago transformou-se em três décadas como da “noite para o dia”, venceu os piores patamares de pobreza, do analfabetismo, da sobrevivência económica, da colónia doentia e de uma sociedade governada sob regras rígidas e impositivas do governo central.
Os madeirenses fizeram mais por Portugal em 30 anos do que Portugal fez pelos madeirenses em mais de cinco séculos. Como economista e ex-membro do Banco de Portugal, o Prof. Aníbal Cavaco Silva sabe o que representaram as reservas (depósitos nos bancos) dos madeirenses residentes e emigrantes para as “contas públicas” de Portugal no período da grande instabilidade financeira que por pouco o país não caiu na bancarrota. A Madeira foi, de algum modo, o “mealheiro” de recurso que contribuiu para que Portugal se libertasse das “garras” do FMI. Numa fase de grande alarido comunista com todas as tentativas possíveis e imaginárias para apoderar-se do poder.
O Professor sabe o porquê das campanhas orquestradas no Continente contra a Madeira? E sabe que os madeirenses sempre estiveram na primeira linha de combate contra os inimigos de Portugal. Como sabe que já não há espaço para alimentar polémicas entre a Madeira e o Continente, que a autonomia e a liberdade são bens adquiridos e quando não se consegue chegar ao bom senso, reconhecer com gratidão, há que tomar decisões.
É doentio ouvir políticos e governantes continentais ora criticarem os madeirenses com os piores epítetos ora a tecerem os mais rasgados elogios. O povo madeirense merece respeito, sabe o que quer, e por isso não pode continuar a admitir “ataques de terrorismo verbal” contra a Madeira.
A visita do Presidente da República, com todo o seu staff, merece que seja dada atenção ao posicionamento e relacionamento entre a Região e o Continente, a todos os níveis. A “paz podre” enfraquece e deixa rastos doentios. Ou somos ou não somos!
11.04.2008
O Prof. Aníbal Cavaco Silva vai estar na Região na próxima semana, naquela que é a sua primeira visita como Chefe de Estado. Já cá esteve algumas vezes, quer quando foi Primeiro-Ministro, quer como conferencista em eventos relacionados com a actividade económica-financeira. Ouvimo-lo tecer elogios à política de desenvolvimento seguida nesta Região Autónoma como também vimo-lo dançar o bailhinho da Madeira, como também o sentimos acorrentar legítimos anseios de toda uma população no que concerne ao alargamento das competências autonómicas. Sempre nos deixou a imagem de um homem pragmático, decidido, sensível às mudanças que ocorrem pelo mundo e atento aos ecos do Portugal humano.
As suas origens algarvias, mescladas e consolidadas de mar, turismo, pescas, agricultura, e com as vicissitudes de todas as regiões distantes da capital do país, terão tido especial influência na sua formação e terão sido decisivas para a carreira política e de governante que tem vindo a cimentar.
Sendo um homem frontal e inteligente gostaríamos de vê-lo abordar, sem tibiezas, matérias como: descolonização; globalização; descentralização; o atraso português na Europa comunitária; a justiça; o índice gritante de pobreza no país; a fundação de novos países em todo o mundo (que não apenas o Kosovo) e o que representa a Região Autónoma da Madeira para Portugal, nos tempos de hoje, em que, no quadrojurídico europeu não existem Estados Unitários.
Se aprovaria a realização de um Referendo sobre o futuro da Madeira, com votos apenas dos madeirenses naturais, residentes e nas comunidades. Em questão: Autonomia; Federação ou Independência? Sem medos.
Estamos no século XXI e é preciso que se acabe com os tabus da hipocrisia, do fingimento, da falsa propaganda continental contra os madeirenses. Urge pôr fim a campanhas politiqueiras que vão ao ponto de questionar o portuguesismo dos madeirenses, com insinuações graves como a de no Continente andarem a dizer que os madeirenses vivem à custa dos continentais.
O que é a Madeira para Portugal? O que representa a Madeira para Portugal? O Estatuto Político e Administrativo da Região, aprovado por unanimidade e aclamação na Assembleia da República é posto em causa e tornado inepto pelo Tribunal Constitucional, Órgão que mereceu, esta semana, os maiores elogios por parte do Presidente da República Não se pode viver na dúvida, no “parecer-ser”, corroendo a verdade dos factos. Os governos e os chefes de Estado têm ou não orgulho da Madeira do presente, com o notável progresso alcançado nos últimos 30 anos, ou não aceitam o desenvolvimento registado como um bem para o país no seu todo? É chegado o momento de encarar de frente a realidade, de colocar tudo sobre a mesa, pondo termo a um chorrilho de disparates que alguns governantes e políticos andam levianamente a dizer da praça pública.
O Prof. Aníbal Cavaco Silva sabe o que era a economia da Madeira antes de Abril de 1974, como funcionavam os poderes nesta Região e o atraso em relação ao Continente, e sabe como foi sendo conduzido o processo de desenvolvimento por parte do Governo Regional sob a liderança do Dr. Alberto João Jardim, tal como sabe hoje situar a Região no todo nacional e europeu. O arquipélago transformou-se em três décadas como da “noite para o dia”, venceu os piores patamares de pobreza, do analfabetismo, da sobrevivência económica, da colónia doentia e de uma sociedade governada sob regras rígidas e impositivas do governo central.
Os madeirenses fizeram mais por Portugal em 30 anos do que Portugal fez pelos madeirenses em mais de cinco séculos. Como economista e ex-membro do Banco de Portugal, o Prof. Aníbal Cavaco Silva sabe o que representaram as reservas (depósitos nos bancos) dos madeirenses residentes e emigrantes para as “contas públicas” de Portugal no período da grande instabilidade financeira que por pouco o país não caiu na bancarrota. A Madeira foi, de algum modo, o “mealheiro” de recurso que contribuiu para que Portugal se libertasse das “garras” do FMI. Numa fase de grande alarido comunista com todas as tentativas possíveis e imaginárias para apoderar-se do poder.
O Professor sabe o porquê das campanhas orquestradas no Continente contra a Madeira? E sabe que os madeirenses sempre estiveram na primeira linha de combate contra os inimigos de Portugal. Como sabe que já não há espaço para alimentar polémicas entre a Madeira e o Continente, que a autonomia e a liberdade são bens adquiridos e quando não se consegue chegar ao bom senso, reconhecer com gratidão, há que tomar decisões.
É doentio ouvir políticos e governantes continentais ora criticarem os madeirenses com os piores epítetos ora a tecerem os mais rasgados elogios. O povo madeirense merece respeito, sabe o que quer, e por isso não pode continuar a admitir “ataques de terrorismo verbal” contra a Madeira.
A visita do Presidente da República, com todo o seu staff, merece que seja dada atenção ao posicionamento e relacionamento entre a Região e o Continente, a todos os níveis. A “paz podre” enfraquece e deixa rastos doentios. Ou somos ou não somos!
11.04.2008
quinta-feira, 3 de abril de 2008
A verdade foi dita
É óbvio que ninguém gosta de perder nas urnas, em eleições democráticas. Mas é um erro de palmatória não admitir ou não querer reconhecer que a obra feita na Região nos últimos 30 anos foi notável a todos os níveis. O mérito tem sido inegavelmente da governação do PSD e do demérito de toda a oposição, nomeadamente do PS que está longe de ser uma alternativa, como longe continua toda a restante oposição
O Dr. Jaime Gama ao reconhecer e a enaltecer publicamente o progresso da Região Autónoma e a elogiar a liderança política do Dr. Alberto João Jardim fez sair da toca uns fortuitos furões há muito desacreditados. Os seus “kamaradas” socialistas e da restante oposição estavam à espera que o Dr. Jaime Gama voltasse a cometer os erros do passado para então, se assim fosse, continuar a ser um grande democrata, um herói da resistência, um notável defensor dos direitos humanos, etc. e tal. Mas não foi o que os “kamardas” queriam que acontecesse. Logo, voltou-se o feitiço contra os feiticeiros da desgraça e nós madeirenses, não esquecendo o passado, até não damos grande importância.
Quem mais se agarrou à tábua foram os socialistas que parecem ter sofrido um duro golpe. Querem a desgraça, por isso a fomentam e cultivam. Têm a ousadia de vir dizer que são por estas e por outras afirmações, como as proferidas pelo Dr. Jaime Gama, que o PS na Madeira tem acumulado derrotas eleitorais.
Para o PSD e para o Governo Regional o que disse agora o Dr. Jaime Gama sobre o desenvolvimento da Região é corolário do que a esmagadora maioria dos madeirenses há muito conhecem. O anterior líder do PS-Madeira desafiou o Dr. Alberto João Jardim a provocar eleições antecipadas, o resultado foi o que se viu. Uma vitória esmagadora do PSD e uma derrota avassaladora do PS.
Importa, aqui e agora, pela oportunidade que se coloca, recorrer ao que sempre se diz nestas situações. Errar é próprio do homem como também o homem tem sempre oportunidade de corrigir as interpretações e acusações feitas. Em várias ocasiões, o Dr. Mário Soares, quer como líder do PS ou como primeiro-ministro ou presidente da República, uma vez melhor esclarecido e documentado, afirmou que só não muda quem tem mentalidade de burro.
O Dr. Jaime Gama, açoriano, actual presidente da Assembleia da República, antigo ministro do governo socialista e fundador do PS, não passou de um momento para outro de “besta a bestial”. É um político com currículo, traquejado, democrata, e mostrou ter humildade para rectificar a opinião deturpada que tinha da Madeira e dos madeirenses. Fez o que eventualmente devia ter feito há mais tempo. Reconhecer que as informações que lhes foram transmitidas sobre a Madeira foram maliciosas e desonestas.
No fundo, nunca levamos muito a sério os epítetos que o Dr. Jaime Gama quis atribuir ao Dr. Alberto João Jardim, cuja comparação foi grosseira e absurda, como também nunca levamos muito a sério as opiniões daqueles que, derrotados nos actos eleitorais, lançavam desabrida e loucamente campanhas de falta de democracia na Região, só porque a maioria dos eleitores optaram, em voto democrático e secreto, votar no PSD e na política liderada pelo Dr. Alberto João Jardim.
É óbvio que ninguém gosta de perder nas urnas, em eleições democráticas. Mas é um erro de palmatória não admitir ou não querer reconhecer que a obra feita na Região nos últimos 30 anos foi notável a todos os níveis. O mérito tem sido inegavelmente da governação do PSD e do demérito de toda a oposição, nomeadamente do PS que está longe de ser uma alternativa, como longe continua toda a restante oposição.
Podemos não gostar mas já não podemos esconder a realidade. Só um cego e mudo não vê nem ouve o desenvolvimento que a Madeira e Porto Santo apresentam por via de uma governação social-democrata, com estratégias políticas bem sucedidas. Certamente que os participantes no congresso de todas as Juntas de Freguesia (ANAFRE), onde o Dr. Jaime Gama fez tais referências de reconhecimento à Madeira e ao Governo Regional, na pessoa do Dr. Alberto João Jardim, não ficaram surpreendidos porque puderam constatar essa realidade durante os dias que estiveram na Região.
Já no que se refere ao posicionamento do poder local em Portugal não se poderá ter tão elogiosas e auspiciosas opiniões.
Na hierarquia do poder, as Juntas de Freguesia constituem a base dos pilares da governação, em função da sua directa relação com os cidadãos, mas não são (no Portugal continental) devidamente reconhecidas. As suas atribuições e competências são vastas e têm um papel inquestionável na estabilidade das comunidades mas não lhes é reconhecido o muito que fazem em prol do país. O governo não tem autoridade moral para não conceder melhores condições económico-financeira às Juntas de Freguesia quando, se diz e com razão, serem estas instituições credoras do Estado pelo muito que fazem.
No congresso nacional das Juntas de Freguesia muitas verdades foram ditas e só esperamos é que tenham eco e sejam aceites como realidades sérias e conscientes.
04.04.2008
O Dr. Jaime Gama ao reconhecer e a enaltecer publicamente o progresso da Região Autónoma e a elogiar a liderança política do Dr. Alberto João Jardim fez sair da toca uns fortuitos furões há muito desacreditados. Os seus “kamaradas” socialistas e da restante oposição estavam à espera que o Dr. Jaime Gama voltasse a cometer os erros do passado para então, se assim fosse, continuar a ser um grande democrata, um herói da resistência, um notável defensor dos direitos humanos, etc. e tal. Mas não foi o que os “kamardas” queriam que acontecesse. Logo, voltou-se o feitiço contra os feiticeiros da desgraça e nós madeirenses, não esquecendo o passado, até não damos grande importância.
Quem mais se agarrou à tábua foram os socialistas que parecem ter sofrido um duro golpe. Querem a desgraça, por isso a fomentam e cultivam. Têm a ousadia de vir dizer que são por estas e por outras afirmações, como as proferidas pelo Dr. Jaime Gama, que o PS na Madeira tem acumulado derrotas eleitorais.
Para o PSD e para o Governo Regional o que disse agora o Dr. Jaime Gama sobre o desenvolvimento da Região é corolário do que a esmagadora maioria dos madeirenses há muito conhecem. O anterior líder do PS-Madeira desafiou o Dr. Alberto João Jardim a provocar eleições antecipadas, o resultado foi o que se viu. Uma vitória esmagadora do PSD e uma derrota avassaladora do PS.
Importa, aqui e agora, pela oportunidade que se coloca, recorrer ao que sempre se diz nestas situações. Errar é próprio do homem como também o homem tem sempre oportunidade de corrigir as interpretações e acusações feitas. Em várias ocasiões, o Dr. Mário Soares, quer como líder do PS ou como primeiro-ministro ou presidente da República, uma vez melhor esclarecido e documentado, afirmou que só não muda quem tem mentalidade de burro.
O Dr. Jaime Gama, açoriano, actual presidente da Assembleia da República, antigo ministro do governo socialista e fundador do PS, não passou de um momento para outro de “besta a bestial”. É um político com currículo, traquejado, democrata, e mostrou ter humildade para rectificar a opinião deturpada que tinha da Madeira e dos madeirenses. Fez o que eventualmente devia ter feito há mais tempo. Reconhecer que as informações que lhes foram transmitidas sobre a Madeira foram maliciosas e desonestas.
No fundo, nunca levamos muito a sério os epítetos que o Dr. Jaime Gama quis atribuir ao Dr. Alberto João Jardim, cuja comparação foi grosseira e absurda, como também nunca levamos muito a sério as opiniões daqueles que, derrotados nos actos eleitorais, lançavam desabrida e loucamente campanhas de falta de democracia na Região, só porque a maioria dos eleitores optaram, em voto democrático e secreto, votar no PSD e na política liderada pelo Dr. Alberto João Jardim.
É óbvio que ninguém gosta de perder nas urnas, em eleições democráticas. Mas é um erro de palmatória não admitir ou não querer reconhecer que a obra feita na Região nos últimos 30 anos foi notável a todos os níveis. O mérito tem sido inegavelmente da governação do PSD e do demérito de toda a oposição, nomeadamente do PS que está longe de ser uma alternativa, como longe continua toda a restante oposição.
Podemos não gostar mas já não podemos esconder a realidade. Só um cego e mudo não vê nem ouve o desenvolvimento que a Madeira e Porto Santo apresentam por via de uma governação social-democrata, com estratégias políticas bem sucedidas. Certamente que os participantes no congresso de todas as Juntas de Freguesia (ANAFRE), onde o Dr. Jaime Gama fez tais referências de reconhecimento à Madeira e ao Governo Regional, na pessoa do Dr. Alberto João Jardim, não ficaram surpreendidos porque puderam constatar essa realidade durante os dias que estiveram na Região.
Já no que se refere ao posicionamento do poder local em Portugal não se poderá ter tão elogiosas e auspiciosas opiniões.
Na hierarquia do poder, as Juntas de Freguesia constituem a base dos pilares da governação, em função da sua directa relação com os cidadãos, mas não são (no Portugal continental) devidamente reconhecidas. As suas atribuições e competências são vastas e têm um papel inquestionável na estabilidade das comunidades mas não lhes é reconhecido o muito que fazem em prol do país. O governo não tem autoridade moral para não conceder melhores condições económico-financeira às Juntas de Freguesia quando, se diz e com razão, serem estas instituições credoras do Estado pelo muito que fazem.
No congresso nacional das Juntas de Freguesia muitas verdades foram ditas e só esperamos é que tenham eco e sejam aceites como realidades sérias e conscientes.
04.04.2008
segunda-feira, 31 de março de 2008
Confusões no ensino
É óbvio que a opinião pública dá mais atenção ao “flash” sensac óbvio que a opinião pública dá mais atenção aionalista, da aluna que agrediu a prÉofessora, do que as causas que estão na origem do intolerável procedimento. Faz falta, sim senhor, umas “réguadas” para aqueles alunos, já crescidinhos, que entendem ter uma má conduta nas salas de aula e no interior dos estabelecimentos escolares
A reacção do governo da República à estrondosa manifestação dos professores não podia ser mais cirúrgica e malévola. Primeiro aceitar sem comentar, depois preparar a melhor resposta e por fim projectar nos mass-media a incapacidade dos docentes, atribuir-lhes responsabilidade do abandono escolar e na indisciplina nas salas de aula. Num “jogo-duplo”, sem dar a cara, o governo pôs a comunicação social a fazer o serviço sujo e as reivindicações dos professores passaram para segundo plano. Ou melhor.
O governo da República, em poucos dias, voltou o odioso contra os professores. Uma perceptível contra-informação foi posta a circular pondo em causa as pretensões dos professores que levaram a cabo a maior manifestação de protesto dos últimos anos em Portugal. O eco dos cerca de 100 mil professores manifestantes foi habilmente desvirtuado e o governo conseguiu, num assomo de virtuosa deturpação, voltar a opinião pública menos informada contra os docentes. As maleitas da educação passaram para a violência nas escolas com os professores a serem desobedecidos e maltratados por alunos que deviam ser submetidos a medidas coercivas severas.
As posições inverteram-se, aparecendo uns iluminados a criticar a classe docente e a elogiar as medidas irredutíveis da ministra da Educação. A comunicação social, aliada do governo, não tem poupando nas últimas semanas os professores, acusando-os, inclusive, de serem uns funcionários públicos privilegiados em relação aos outros trabalhadores da administração pública. É por estas e por outras que Portugal não passa de uma pais pobremente manobrado e incapaz de subir na emancipação dos países mais desenvolvidos da Europa.
É óbvio que a opinião pública dá mais atenção ao “flash” sensacionalista, da aluna que agrediu a professora, do que as causas que estão na origem do intolerável procedimento. Faz falta, sim senhor, umas “reguadas” para aqueles alunos, já crescidinhos, que entendem ter uma má conduta nas salas de aula e no interior dos estabelecimentos escolares.
Acabe-se com os atenuantes para aqueles estudantes que, com boa ou má educação no seio familiar ou na comunidade onde vivem, não cumprem as regras estabelecidas. As eventuais falhas no seio familiar e na sociedade não podem ser aceites como justificação da má criação.
Certamente vamos encontrar pelo país fora muitos jovens, em idade escolar, que gostariam de estudar e não podem frequentar a aulas por falta de condições económicas dos pais. O ensino gratuito não é sumamente de “borla” tem custos, e por vezes bastante altos, para as famílias.
Acabe-se, de uma vez por todas, com o levantar e arquivar de processos, com sermões moralistas, cujos reflexos, em grande medida, estão a projectar-se no aumento da violência e da toxicodependência na sociedade portuguesa.
Em matéria de Educação, como noutras áreas, os governos socialistas têm acumulado fracassos atrás de fracassos. Um professor conta uma eventual anedota sobre a licenciatura do primeiro-ministro José Sócrates e logo é suspenso e alvo de um processo disciplinar. Foi preciso levar o país a falar da grotesca anedota para o governo voltar atrás e arquivar o processo injustificável. Numa manifestação de estudantes frente ao ministério da Educação, um aluno mostra o rabo, ao léu, e nada lhe acontece, quando devia ser severamente punido, tanto mais que era estudante universitário. O antigo primeiro-ministro socialista, António Guterres, elegeu a educação como a principal paixão do seu governo. Foi um fiasco. Podiam ter vindo aprender à Região Autónoma da Madeira.
Anda o governo socialista a atirar as responsabilidades do insucesso escolar para cima dos professores como se estes fossem os culpados pela ineficácia dos planos e programas de ensino, do regime educativo instituído, da legislação e do exageradíssimo quadro de cursos ministrados. Os professores cumprem programas previamente determinados, muitas vezes discordando da sua validação formativa, mas há que cumprir. Depois é ver o número de jovens licenciados a aumentar no quadro dos cerca de meio milhão de desempregados e o governo socialista a dizer que é melhor ter licenciados do que analfabetos no desemprego.
Como se não bastasse, o governo vem triunfalmente dizer que Portugal é o país da Europa com a melhor qualificação profissional. Que até temos no país dezenas de profissionais qualificados, pasme-se, à espera de emprego. Pois é; dá-se canudos, passa-se certificados, fazem-se cursos de formação (duvidosa) e com o diploma na mão somos os mais qualificados. Para fazer o quê? Com que produtividade?
28.03.2008
A reacção do governo da República à estrondosa manifestação dos professores não podia ser mais cirúrgica e malévola. Primeiro aceitar sem comentar, depois preparar a melhor resposta e por fim projectar nos mass-media a incapacidade dos docentes, atribuir-lhes responsabilidade do abandono escolar e na indisciplina nas salas de aula. Num “jogo-duplo”, sem dar a cara, o governo pôs a comunicação social a fazer o serviço sujo e as reivindicações dos professores passaram para segundo plano. Ou melhor.
O governo da República, em poucos dias, voltou o odioso contra os professores. Uma perceptível contra-informação foi posta a circular pondo em causa as pretensões dos professores que levaram a cabo a maior manifestação de protesto dos últimos anos em Portugal. O eco dos cerca de 100 mil professores manifestantes foi habilmente desvirtuado e o governo conseguiu, num assomo de virtuosa deturpação, voltar a opinião pública menos informada contra os docentes. As maleitas da educação passaram para a violência nas escolas com os professores a serem desobedecidos e maltratados por alunos que deviam ser submetidos a medidas coercivas severas.
As posições inverteram-se, aparecendo uns iluminados a criticar a classe docente e a elogiar as medidas irredutíveis da ministra da Educação. A comunicação social, aliada do governo, não tem poupando nas últimas semanas os professores, acusando-os, inclusive, de serem uns funcionários públicos privilegiados em relação aos outros trabalhadores da administração pública. É por estas e por outras que Portugal não passa de uma pais pobremente manobrado e incapaz de subir na emancipação dos países mais desenvolvidos da Europa.
É óbvio que a opinião pública dá mais atenção ao “flash” sensacionalista, da aluna que agrediu a professora, do que as causas que estão na origem do intolerável procedimento. Faz falta, sim senhor, umas “reguadas” para aqueles alunos, já crescidinhos, que entendem ter uma má conduta nas salas de aula e no interior dos estabelecimentos escolares.
Acabe-se com os atenuantes para aqueles estudantes que, com boa ou má educação no seio familiar ou na comunidade onde vivem, não cumprem as regras estabelecidas. As eventuais falhas no seio familiar e na sociedade não podem ser aceites como justificação da má criação.
Certamente vamos encontrar pelo país fora muitos jovens, em idade escolar, que gostariam de estudar e não podem frequentar a aulas por falta de condições económicas dos pais. O ensino gratuito não é sumamente de “borla” tem custos, e por vezes bastante altos, para as famílias.
Acabe-se, de uma vez por todas, com o levantar e arquivar de processos, com sermões moralistas, cujos reflexos, em grande medida, estão a projectar-se no aumento da violência e da toxicodependência na sociedade portuguesa.
Em matéria de Educação, como noutras áreas, os governos socialistas têm acumulado fracassos atrás de fracassos. Um professor conta uma eventual anedota sobre a licenciatura do primeiro-ministro José Sócrates e logo é suspenso e alvo de um processo disciplinar. Foi preciso levar o país a falar da grotesca anedota para o governo voltar atrás e arquivar o processo injustificável. Numa manifestação de estudantes frente ao ministério da Educação, um aluno mostra o rabo, ao léu, e nada lhe acontece, quando devia ser severamente punido, tanto mais que era estudante universitário. O antigo primeiro-ministro socialista, António Guterres, elegeu a educação como a principal paixão do seu governo. Foi um fiasco. Podiam ter vindo aprender à Região Autónoma da Madeira.
Anda o governo socialista a atirar as responsabilidades do insucesso escolar para cima dos professores como se estes fossem os culpados pela ineficácia dos planos e programas de ensino, do regime educativo instituído, da legislação e do exageradíssimo quadro de cursos ministrados. Os professores cumprem programas previamente determinados, muitas vezes discordando da sua validação formativa, mas há que cumprir. Depois é ver o número de jovens licenciados a aumentar no quadro dos cerca de meio milhão de desempregados e o governo socialista a dizer que é melhor ter licenciados do que analfabetos no desemprego.
Como se não bastasse, o governo vem triunfalmente dizer que Portugal é o país da Europa com a melhor qualificação profissional. Que até temos no país dezenas de profissionais qualificados, pasme-se, à espera de emprego. Pois é; dá-se canudos, passa-se certificados, fazem-se cursos de formação (duvidosa) e com o diploma na mão somos os mais qualificados. Para fazer o quê? Com que produtividade?
28.03.2008
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